sábado, 17 de dezembro de 2011

POESIAS ANTIGAS

Belém/1981

AMOR ILUSÃO

Nossas atitudes começaram a mudar
E o nosso amor
Que era maior que a areia do mar
Sem ter começo
Teve um fim.

Porque sempre há pelo que viver
sempre há pelo que lutar
=sempre há pelo que sofrer
e até amar.
Ao final
As sombras do sofrimento se vão
Outros querendo continuar
E a vida segue igual.

Foi por isso que o nosso amor
Sem começo teve um fim
Ninguém viveu nada
Ninguém lutou nada
Ninguém sofreu nada

Tudo simplesmente
Ficou igual
Apagado nas linhas da ilusão.

Evaldo Brito

POESIAS ANTIGAS

Belém/1981

SIMPLICIDADE

Serei céu
Quando fores lua
Serei vento
Quando fores árvore
Serei espaço
Quando fores pássaro
Serei dia
Quando fores sol
Serei noite
Quando fores estrela
Serei verdade
Quando fores justiça
Serei tempo
Quando fores hora
Serei fonte
Quando fores água
Serei amor
Quando amor me deres
Simplesmente
Porque te amo.

Evaldo Brito

POESIAS ANTIGAS

Belém/1981

MISTÉRIO DO AMOR

O amor é uma ternura
Na solidão da noite,é uma loucura
Que vem como um açoite
Que embriaga o corpo,a alma e o coração.

Com o fogo ardente da paixão
Tem eternos mistérios jamais revelados
È um desejo que fala
Com olhares calados.

O amor é uma ternura
Que se dissipou naquele adeus
Que nos separou um dia.

Evaldo Brito

POESIAS ANTIGAS

Belém/1981

É TARDE, É MUITO TARDE !

Estás feliz,magoado estou
Te esvoaças do pensamento meu
Sê feliz! Alguém te desejou
E esse alguém meu amor, sou eu.

Volto a te procurar, te amo
E não te encontro, onde deverias estar
Naquela rua, onde a flor, o bálsamo!
Via contigo a tarde a passar.

Irrita-me quando alguém me fala
Que de uma pessoa vai se separar
Pois lembro de ti doce donzela
E dentro de mim saio a te procurar.

Em todo dia meu coração é triste
Sem tua presença que me fazia viver
E no dia em que para mim fugiste
Fechei os olhos pensando em morrer.

Evaldo Brito